Projeto ExoMars lança primeiro foguete rumo a Marte

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Até o momento, o projeto ExoMars tem realmente cumprido à risca a própria agenda. O esforço colaborativo entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) lançou nesta segunda-feira (14) o primeiro foguete rumo a Marte. Lançado de uma base no Cazaquistão, o veículo partiu para uma viagem de sete meses até o planeta vermelho. Consigo, vai o Schiaparelli, módulo responsável por efetuar testes de reentrada na atmosfera, devendo ainda aterrissar com equipamentos a serem utilizados em futuras missões do projeto. Uma vez na superfície, o Schiaparelli passará a executar análises ambientais envolvendo, sobretudo, a medida de campos elétricos que devem ajudar a entender os gatilhos das tempestades de poeira que tomam constantemente a superfície de Marte.

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Trace Gas Orbiter Além do Schiaparelli, há ainda outra peça fundamental na preparação das viagens futuras patrocinadas pela ExoMars. Trata-se do módulo Trace Gas Orbiter. Após efetuar o lançamento do Schiaparelli rumo à superfície marciana, o TGO vai entrar em órbita a fim de efetuar análises da atmosfera marciana à procura de gases raros. Especificamente, a busca do módulo deve se concentrar nas possíveis fontes de metano – que, de acordo com a Agência Espacial Europeia, é essencial para entender profundamente o planeta, dado o papel essencial do gás em ciências geológicas e biológicas. Por fim, o TGO também será responsável por encontrar um ponto de aterrissagem e retransmissão de dados para a missão a ser lançada em 2018. Entre os objetivos desta, está a implantação de uma plataforma científica estacionária na superfície de Marte.

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Um salto para a astrobiologia

Financiado por países como Itália e Reino Unido, o projeto ExoMars pretende buscar sinais que indiquem a possível existência de vida na superfície de Marte atualmente ou em períodos anteriores. Ademais, o projeto inclui as seguintes metas científicas e tecnológicas:

  • Buscar possíveis bioassinaturas associadas à vida marciana, seja do passado ou do presente;
  • Caracterizar a distribuição de água e geoquímicos como uma função de profundidade relacionada à subcamada mais rasa do planeta;
  • Estudar o ambiente da superfície e identificar perigos para futuras missões tripuladas a Marte;
  • Investigar a subsuperfície do planeta e seu interior a fim de compreender melhor a evolução e a habitabilidade de Marte;
  • Alcançar novos passos que possam culminar no eventual retorno de um voo com amostras;
  • Descarregar cargas na superfície de Marte;
  • Explorar fontes de energia elétrica solar na superfície marciana;
  • Acessar a subsuperfície com uma broca capaz de coletar amostras até uma profundidade de dois metros; e
  • Desenvolver capacidades de exploração utilizando um veículo de superfície

 

Fontes: CanalTech, ESA

 

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